escombros

eis que chega o momento
vejo, claro, nítido e remelento
é hora de parar o vento, seguir a vida
não há mais espaço para lamentos

sobraram pó, ruínas e caos
sobre entulhos de sentimentos
subjugam-me velhos conhecidos amigos
insegurança, desejo, medo

que venha varrer com furacões
embriague-me com inúteis poções
para que eu lute, municie meus canhões
afunde-me em perdidas novas paixões

nasça em meio aos escombros
a inanimada flor das ilusões

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